| Projeto beneficiará cerca de 80 famílias |
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A Fundação
Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), de
Florianópolis, os Laboratórios de Biotecnologia Alimentar e de
Hidroponia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a
Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) idealizaram o projeto
"Água: fonte de alimento e renda – uma alternativa sustentável para o
semi-árido", que está em implantação na comunidade de Uruçu, em São
João do Cariri (Paraíba). É patrocinado pela Petrobras por meio do
Programa Petrobras Ambiental (edição 2006) e está orçado em R$ 3
milhões. Foi iniciado em março deste ano e tem 24 meses de prazo para
execução.As entidades envolvidas instalaram um dessalinizador para tornar potável a água salobra. A iniciativa também tem por objetivo o aproveitamento dos rejeitos da dessalinização no cultivo de microalgas, hidroponia e criação de peixes (tilápias). "Os dessanilizadores implantados na região pelo governo federal foram abandonados porque as comunidades não podiam fazer a manutenção", afirma a diretora executiva do Centro de Referência em Ambientes de Inovação da Fundação Certi e coordenadora técnica do projeto, Maria Angélica Jung Marques. Para ela, esses equipamentos gastam energia e utilizam geomembranas que precisam ser limpas e trocadas periodicamente. A coordenadora diz que a partir deste projeto, a comunidade com cerca de 80 famílias, terá água potável. Ela diz que em Uruçu as águas subterrâneas, assim como as encontradas em todo o semi-árido brasileiro, apresentam alto índice de sais sendo impróprias para o consumo humano. "Com a utilização do dessalinizador, as águas subterrâneas passam a ser disponibilizadas dentro de padrões de potabilidade e isentas de contaminação. Porém, o dessalinizador, além de água potável gera um concentrado que é devolvido ao solo, e causa impacto ao meio ambiente", explica. Para resolver essa situação foi adotada uma solução que além de disponibilizar água potável, possibilita a conservação dos recursos hídricos através do aproveitamento do concentrado da dessalinização para a criação de tilápias, cultivo de microalgas e de culturas hidropônicas, como o tomate, pimentão e pimenta. Para o coordenador do sistema de dessalinização do projeto , Kepler França, esta iniciativa é uma alternativa ambiental importante já que no semi-árido brasileiro existem mais de 1.500 dessalinizadores implantados. "Esse projeto apresenta uma solução inovadora que além de minimizar os impactos ambientais proporciona uma importante alternativa de geração de trabalho e renda para a população", diz. Segundo ele, o projeto prevê um sistema produtivo integrado, gerenciado e operacionalizado pela própria comunidade. "A solução possibilita o desenvolvimento de um modelo sustentável e replicável para outras regiões do semi-árido, cujos resultados permitem que as comunidades beneficiadas explorem economicamente os produtos e tenham uma melhor qualidade de vida", explica França. Cada família da comunidade dispõe hoje de uma pequena quantidade de água por mês, coletada por meio de cisternas quando chove. Para Maria Angélica "a previsão é que o dessalinizador produza 2 mil litros de água potável por hora para atender as necessidades diárias". (Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 13)(Juliana Wilke) Veículo: Gazeta Mercantil Publicado em: 28/08/2007 - 11:16 FONTE: http://www.meujornal.com.br/para/jornal/materias/integra.aspx?id=18014
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A Fundação
Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), de
Florianópolis, os Laboratórios de Biotecnologia Alimentar e de
Hidroponia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a
Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) idealizaram o projeto
"Água: fonte de alimento e renda – uma alternativa sustentável para o
semi-árido", que está em implantação na comunidade de Uruçu, em São
João do Cariri (Paraíba). É patrocinado pela Petrobras por meio do
Programa Petrobras Ambiental (edição 2006) e está orçado em R$ 3
milhões. Foi iniciado em março deste ano e tem 24 meses de prazo para
execução.